1 de dez de 2010

Identidade - Vale a Pena Fingir?

Faz algum tempo que penso em escrever algo sobre máscaras. Não quero escrever algo lógico, banal, não quero falar de trivialidades que envolvem este assunto, o problema - pois é um problema e dos grandes - é mais profundo do que meras palavras. Estes dias li um texto de Fernando Saraiva, autor do blog Shekinah da Vida, e uma pequena frase, mas de grande significado, ficou pairando em minha mente e deu o empurrão que faltava para que as palavras que há tempos borbulham aqui dentro fluíssem pelos meus dedos - e dizia assim:

"Todos os dias busco uma identidade pessoal, algo difícil de construir, e sei que levará um bom tempo para ser terminada."

Todos os dias busco uma identidade pessoal... Como eu gostaria de ser? Com quem gostaria de me parecer? Não quero estas rugas, nem este nariz afilado demais; não posso deixar que percebam que não sou tão forte como demonstro ser, que há tantas coisas sobre as quais nada sei. Não desejo ser esta pessoa impulsiva, que não contém as lágrimas, um fraco, talvez... Quero ser popular, ter amigos, ter bens... coisas do gênero. Não faz sentido ser como sou, ser quem sou, se as pessoas nem sempre gostam do que vêem depois da embalagem. Daí as máscaras... Simplesmente viável, perfeito, confortável. Será mesmo?

Quando estiver triste, mostrarei um sorriso sem graça, mas de tal forma plastificado, enfeitado, maquiado, que as lágrimas que escorrem pelo meu rosto não serão notadas, tamanho seu brilho, ainda que falso. Quando com raiva, com vontade de jogar tudo pro alto e encarar que sou tempestivo, me cobrirei com o véu da tranquilidade, mostrarei toda minha amabilidade, compreensão e paciência. E os meus defeitos? Bem, irei ignorá-los, eles só atrapalham, e se fingir que não existem, desaparecerão... se não "existem" pra mim, não existem pros outros.

E meus pecados? Bobagem! O que há hoje é um desvio de conduta, algo muito simples, nada de alarmante. Isso a que chamam de pecado nada mais é do que argumento da oposição, palavras de fanáticos... Sou uma pessoa boa, atenciosa, faço tudo que estiver ao meu alcance para ajudar a todos, que história é essa agora? Só por que vez ou outra escorrego um pouco aqui e ali, em umas coisinhas tolas, você vem apontar o dedo pra mim? Você é diferente de mim?

Conhecemos muito bem estes argumentos, de ouvir falar e principalmente de ditá-los para nós mesmos, de repetí-los até a exaustão - quem sabe assim não nos convencemos, não é mesmo?! E de tanto fingir, de tanto encenar, perdemos nossa verdadeira identidade. Olhamos no espelho e este rosto, este sorriso, estas roupas, tornam-se parte de nós, ou melhor, nos tornamos parte delas, um enfeite a mais, uma peça de brechó. E quem somos? Investimos tanto tempo, esforço e dinheiro em mostrar aos outros o que não somos... Construímos nossas vidas em torno de toneladas de lixo. E pra que? Aceitação?! Então eu pergunto: Como buscar aceitação, se nem ao menos sabem quem sou de fato?

Enquanto passamos a vida inteira tentando manter uma situação insustentável, pois é certo que em algum momento a máscara irá ruir, perdemos a chance de vivermos e convivermos com as pessoas de forma normal, aceitando que não somos super homens ou mulheres, e o que é pior, perdemos a oportunidade de sermos aceitos verdadeiramente como somos, mas não somente isto, perdemos a oportunidade de sermos moldados, tratados e transformados em seres humanos melhores, como fomos criados para ser. Fingimos que vale a pena fingir... e isso tem um preço alto e amargo demais!

Independente de qualquer coisa, esquecemos de Alguém que nos vê como realmente somos, do Deus que nos aceita a tal ponto que não poupou a vida do Seu próprio filho para que pudéssemos ser introduzidos diante dos Seus olhos de amor, na Sua presença, aquele que está interessado em não apenas nos receber em trajes imundos em Sua casa, mas em trocá-los e desfazer a sujeira em que nos encontramos. Interessado em quebrar nossas máscaras e rasgar nossas capas, para que nosso fulgor antes ultrajado por elas, brilhe, mostrando que não vale a pena fingir, não precisamos fingir, pois somos Sua imagem e semelhança, e ainda que esta imagem e semelhança esteja corrompida, Ele deseja e pode restaurá-las!


A verdade é que somos nós mesmos que determinamos se vamos usar máscaras ou não. Quem seremos. Uma coisa eu sei, a identidade que pretendo construir a cada dia, ainda que dure tempo, ainda que me custe muito, é a de filha de Deus, Sua imagem e semelhança restaurada! Nenhum preço pode ser mais alto do que aquele que Ele pagou por nós na cruz!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito (filho único), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16) E por que Ele amou, não preciso mais fingir, e por isso, João 3.16 hoje pode ter um significado muito maior, vivo e atual para mim e para você!


17 de nov de 2010

Aprendendo Lições na Caverna.

Bom dia! Gostaria de compartilhar com vocês hoje, um post que escrevi para o CDC (Conversa Decente Cristã) onde sou colunista juntamente com outros três amigos. É um texto muito especial pra mim, enquanto o escrevia pude sentir Deus confortando o meu próprio coração, e sei que tem um propósito dEle em colocar em meu ser a vontade de dispor este texto aqui. Espero que Ele fale de forma graciosa com vocês assim como falou comigo, e peço que apesar do tamanho um pouco extenso não deixe de lê-lo até o final.

Tudo começou com uma discussão. As brigas continuaram, mas agora, o silêncio da indiferença ecoa nas vielas do seu ser, o amor que havia, se foi e o casamento que parecia tão sólido, ruiu. Você conhece a dor da perda, assistiu a muitos funerais, presenciou pessoas queridas se distanciarem, filhos, pais, esposas morrerem, amizades desfeitas, e tudo o que existe é um vazio e desespero tão intensos, quase palpáveis.

Todos perderam a confiança em você, porque se tornou um estranho, até perigoso. O seu vício é tamanho que já não basta se embriagar até cair ou simples cigarros, aumentou-se a dose e o que surte efeito é a cocaína e o êxtase; não existem mais escrúpulos, tudo é válido para sustentar esta situação: enganar, roubar, espancar e até matar.

Conhece também a forma como as pessoas o tratam. Olhos de acusação, línguas afiadas que dizem: "Olha só o perdedor. Não consegue emprego. Também pudera! Quem confia em um ex-presidiário?" ou então "Lá está aquela mulher de vida fácil, uma prostituta. Não fale com ela, não se aproxime, ela é nociva!"

Em determinado momento, você gastou um pouco além do esperado, perdeu o controle da situação e sua dívida é tão grande, que não sabe o que fazer, a quem recorrer. Vive só, abandonado, ao relento, à própria sorte, em ruas violentas, em meio aos transeuntes de coração mais gélido que a neve. A fome, o frio, a perda de identidade, falta de amor, o estereótipo de desocupado, de vagabundo, são uma constante em seu dia.

Perversão é o seu lema.Você é um explorador, um sádico que abusa de crianças, e o seu prazer infame só é consumado, muitas vezes, com o óbito de um inocente. Você sofreu tanto e agora isso? Descobriu que lutou até mesmo quando não existia força alguma contra esta doença, mas são poucos os seus dias.

Ou simplesmente um cristão, que depois de tantas lutas, mesmo presenciando a grandeza de Deus, está desgastado, anda aos trambolhões em sua fé pequena e em seu desânimo. A lista é enorme... Você conhece a escuridão, o frio, o medo e o silêncio sempre constantes e crescentes da caverna. Na vida, não importa quem você é ou o que faz, o tamanho da sua conta bancária, sua cor, a religião que professa ter, se é influente ou está renegado a viver às margens da sociedade, culto ou iletrado. Nada disso poderá poupá-lo de adentrar o sombrio ambiente das cavernas que nos estão reservadas. Isso é fato!

Mas, hoje, quero compartilhar a história de um homem que sabe bem a que me refiro. O nome dele? Elias. Quem ele era? Um grande profeta que desafiou os famosos e cruéis Acabe e Jezabel, rei e rainha de Israel e os 450 falsos profetas de Baal e prevaleceu. Um homem excepcional que andava com Deus, ouvia Suas palavras e era direcionado por Ele. Mas houve um dia, em que as adversidades enfrentadas por ele chegaram a tal ponto, que decidiu fugir para o deserto e morrer. Suas forças se extinguiram, o cansaço passou a fazer parte de sua vida, e então Elias entrou na caverna, literalmente.

Convido-o a acompanhar comigo esta história no livro de 1 Reis 19.1-13, que diz assim:

"Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço.

Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come. Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.

Voltou segunda vez o anjo do Senhor, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo. Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do Senhor e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?

Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida. Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranquilo e suave.

Ouvindo-o Elias, envolveu o rosto no seu manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?"

Meditando neste texto, aprendemos algumas coisas muito especiais:
Aprendemos que desertos e cavernas, apesar de áridos, difíceis e locais de tentação, são lugares onde encontramos o Senhor! Observe que em nenhum momento Deus esteve ausente da trajetória que Elias estava trilhando. Foi assim com Moisés e o povo de Israel, durante quarenta anos no deserto e é assim também conosco hoje. Prefiro estar no deserto com o Senhor, do que em um oásis longe dEle!

Aprendemos que Deus supre nossas necessidades. No deserto, Ele enviou um anjo para fortalecer Elias, suprindo suas necessidades físicas, espirituais e preparando-o para que tivesse condições de seguir em frente e se encontrar com Deus na caverna. Aprendemos que o silêncio das cavernas não é casual. Tem o propósito de desenvolver em nós a sensibilidade espiritual para ver e ouvir o Senhor em qualquer situação, por mais adversa que esta seja.

Elias teve esta percepção, ele sabia que não precisava de grandes acontecimentos, de façanhas para sentir a presença do Senhor. Ele sabia que Deus também se revela no que é pequeno, singelo e que passa despercebido por muitos. Infelizmente, é o que mais ocorre conosco. Estamos tão ocupados, necessitados de respostas, que na nossa confusão, na vida agitada que levamos, perdemos oportunidades de ouvir o Senhor falar conosco, porque achamos que Ele só fala em grandes convenções, congressos cheios de pessoas, com pregadores saturados de fama humana.

Aprendemos que Deus nos tira da caverna, como fez com Elias. Ele nos chama para fora dela, e nos habilita a seguirmos adiante, nos fortalecendo e nos dando a certeza de que estará conosco em todos os momentos. Não entramos em cavernas por acaso, muitas vezes, somos nós mesmos que nos dirigimos para lá, seja por nossos pecados, por nossa arrogância, precipitação, e é certo que o Senhor não se agrada que fiquemos lá.

Mas outras vezes, é Ele quem nos conduz até lá, não para nos punir, mas para nos ensinar algo, para nos provar, e não se engane, por mais doloroso que isso possa ser, Ele só nos chamará e nos guiará para longe desse nevoeiro quando estivermos prontos. E por fim, aprendemos que chegará o tempo de sairmos da caverna. Mas o que acontece é que nos psicoadaptamos tanto com a escuridão, com os problemas, chegamos até mesmo a tirar alguns "benefícios" disso, que perdemos a noção de que é tempo de sair da escuridão da caverna para a luz de um novo dia. "O que fazes aqui, Elias?" Faça a si mesmo esta pergunta.

Em tudo isto, também aprendo Senhor, que não somos super heróis, não adianta fingir, não somos diferentes no tocante a este assunto. Muitos estão neste momento, como eu, na caverna, e tantos que nos rodeiam nem ao menos percebem isto. Mas eu também aprendo que, cedo ou tarde, o silêncio que reina em nossa caverna pessoal será rompido por Tua doce voz, e quando isto acontecer, e estou certa, vai acontecer, não seremos os mesmos, sairemos mais fortes, com ânimo renovado, provados pelo fogo das adversidades - e que importa que fiquem as marcas? - as cicatrizes serão apenas mais um lembrete de que passamos pelo teste e fomos aprovados, continuamos firmes rumo ao alvo - Jesus Cristo!

"Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos." (2 Coríntios 4. 8-9)

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas nas cousas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem, são eternas." (2 Coríntios 4. 17-18)

Ele está presente! Acredite! Em cada momento, no seu vale, na sua alegria. Deus está!





2 de set de 2010

Cristãos Verdadeiros - Reflexos de Cristo.

Graça e Paz a você leitor do Impactando Vidas. Depois de dois meses impossibilitada por falta de tempo e alguns problemas a resolver, hoje estaremos falando sobre um fato muito relevante, mas que tem sido ignorado. Preparados? Então vamos em frente.

Imagem: Lenara Monteschio

Ultimamente, há algo que inunda meu pensamento, seja ao levantar, durante o dia no decorrer das atividades cotidianas e principalmente ao deitar-me - que tipo de cristãos somos e o que as pessoas pensam a respeito de Deus quando olham para nossas vidas?

Sei que como qualquer outra pessoa, sou limitada, tenho defeitos e qualidades, e apesar dos meus esforços, sou imperfeita; apesar de muitos que me conhecem pessoalmente dizerem que tenho sido muito dura comigo mesma e que sou apenas humana, "o que mais poderia eu querer?" - aliás, este tem sido um pensamento comum a tantas pessoas a respeito de si próprias e em relação umas às outras - me vem à mente o que Rikk Watts escreveu em seu livro Livres para Amar:

"Quando a gente descobre que está se comportando mal, costuma dizer: "Ah, eu sou humano! É por isso que olho para as mulheres com malícia ou traio meu marido. Vez por outra, eu sonego um imposto ou passo um cheque sem fundo. De vez em quando, falo mal das pessoas, adoro uma fofoca. Mas, gente, eu sou apenas um ser humano!" Errado! Não é porque somos humanos que fazemos tudo isso. É porque somos menos do que humanos. Ser humano é ser feito à imagem de Deus. É ser coroado com glória e honra. É ser o alvo da promessa de vida, de ressurreição em um corpo transformado, como o de Jesus. O nosso problema é não sermos humanos o suficiente. E quando Deus vem a nós, em Jesus, está demonstrando para o quê fomos concebidos, o que, verdadeiramente, significa ser "humano"."

O apóstolo Paulo nos diz que devemos ser imitadores de Cristo, como ele era:

"Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." (1 Coríntios 11.1)

Brennan Manning, em seu livro Convite à Loucura nos diz que Soren Kierkegaard, o pai do existencialismo cristão, descreve dois tipos de cristãos: os que imitam Jesus Cristo e um segundo tipo de pouco valor, aquele que fica contente em admirar o primeiro. E é terrível constatar em nossos dias o que Agostinho registrou nas seguintes palavras:

"Muitos que chegam perto do caminho da fé afastam-se amedrontados pela vida perversa dos maus e falsos cristãos. Quantos, meus irmãos, vocês acham que são os que querem se tornar cristãos, mas são repelidos pelos maus modos dos cristãos?"

Não sei quanto a vocês, mas estou farta, extremamente cansada de falsas doutrinas, falsos profetas, falsos cristãos, que infelizmente têm alcançado êxito em enganar os incautos; de todo este farisaísmo, que a meu ver tem sido muito pior do que aquele existente nos tempos de Jesus. Não pensem que sou hipócrita, apontando o dedo para o erro alheio e fingindo que sou exemplo de perfeição. Absolutamente, não. É tão difícil muitas vezes olhar para mim mesma e perceber tantas atitudes tão distantes dos padrões do cristão que imita a Jesus.

Deus estou cansada da minha falta de fé, de olhar tantas vezes apenas para o problema, para minha inconstância, de reclamar, quando tudo o que preciso fazer é voltar-me para Ti. Estou exausta de trivialidades da rotina, que tentam me separar do Senhor, das futilidades em que vejo tantos jovens cheios de capacidade e talentos se afundarem, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, enquanto muitos morrem em trevas, porque os cristãos estão dormindo na luz, porque não conseguimos perceber que há tantas necessidades, mas nós só conseguimos tocar a superfície delas.

Será que é demasiado difícil fazer diferença? Será que é demais buscar ter santidade, excelência naquilo que fazemos para Ti, honestidade, honradez e dignidade em nosso viver? Se tentarmos por nossos próprios meios, força ou entendimento, será impossível, mas se for por intermédio e dependência do Senhor, não. "No momento em que os religiosos ficam religiosos demais e os retos ficam retos demais, Deus encontra alguém na caverna que acende uma luz." (Max Lucado) Que possamos ser este alguém!

O meu anseio mais profundo Pai, é que não sejamos motivo de tropeço para os outros, e que ao olharem para nossa vida e conviverem conosco, as pessoas possam notar tamanha diferença, a Tua vida sendo vivida em nós, de forma que seu próprio viver seja transformado, gerando proclamações de louvor e glória ao Teu nome.

Concluindo, deixo para meditação de cada um, as palavras de uma jovem de vinte e três anos de idade, registradas em seu trabalho acadêmico na Universidade de Paris:

"Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto - ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus - que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por Ele. E assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é."

Reflitam também neste vídeo que tem tudo a ver com este post. Que esta possa ser nossa oração e nosso modo de viver hoje e sempre, para a glória de Deus!


22 de jun de 2010

Nova Visão. Atitude diferente de Coração.


Quem tem ouvidos para ouvir, ouça e dessa forma será bem aventurado. Este é o convite encontrado nas Sagradas Escrituras, o qual nos exorta sobre a necessidade de desenvolvermos a sensibilidade de aprender não somente a ouvir, mas de uma forma geral, a colocar em prática o que é genuinamente bom e de igual forma benéfico para nós e nossos semelhantes.

Seria de grande valia tomarmos como exemplo o que foi dito acima no que concerne à visão. Afinal, do que adianta termos uma visão fisicamente perfeita, se vivemos imersos numa bolha sombria de ignorância e desrespeito por Deus, pela vida e inteligência que pulsa inevitalvemente de nosso ser?

A Idade Média ficou também conhecida como a Idade das Trevas ou a tenebrosa noite de mil anos. Entretanto, podemos admitir com tristeza, que vivemos dias sem dúvida desastrosos se comparados com o período medieval, não mais em relação à estagnação do desenvolvimento da ciência e das artes daquele tempo, mas devido a uma insensibilidade grotesca e brutal, tão banalizada entre nós, quando tudo o que fazemos é fechar os olhos para tudo o mais cuja órbita não seja nosso próprio mundo, nossa redoma de vidro dourada.

Olhe em volta, não é difícil constatar o caos gerado por nossa falta de visão e por ignorar que o problema é mais profundo do que parece, pois está na atitude do coração. São direitos assegurados por lei desrespeitados, vidas ceifadas por motivos torpes, pessoas que se tornam prisioneiras dentro de suas próprias casas temendo a violência, enquanto os ímpios estão lá fora, espreitando como lobos ferozes as vítimas indefesas, sem mencionar aqueles que se tornam prisioneiros dentro de si mesmos, devido a seus medos, suas frustrações, por que uma vez que se psicoadaptaram a essa escuridão, não renunciam suas mazelas, seus pecados, e não admitem a necessidade de mudança e de ajuda.

"Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias." (Mateus 15.19)

Muitos estão se aproximando do fundo do poço, não por que há falta de sabedoria, mas falha em pedí-la, de recursos ou de capacidade de enxergar e propor solução para os problemas tão tangíveis, mas porque se tornam cegos pela própria vontade, porque optam por seguir seus corações corrompidos por suas próprias cobiças.

"Enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9)

Entretanto, chegará o dia, e está mais perto do que nunca, em que os filhos pródigos, outrora dominados pelo torpor das riquezas e paixões mundanas, da insensibilidade e prepotência, retornarão à casa paterna, em que a Luz do mundo resplandecerá com toda a sua força, em que os filhos de Deus desimpedidos de suas amarras, de seus preconceitos, correrão com toda intrepidez, com novos olhos, e levarão ao mundo o entendimento da hecatombe em que vivem:

O homem como o mais desprezível de todos os seres, por que pensa, mas se recusa a pensar, por que sabe que há um Deus que morreu por ele, que o ama e espera de braços abertos o seu retorno para o lar, mas se afasta, por que vê, mas prefere cegar.

Deus, o nosso desejo é que a cegueira que impera neste mundo, e muitas vezes entre aqueles que Te conhecem, seja dissipada. Que o Teu amor e a vida que há em Ti, sejam liberados através dos que Te conhecem e alcancem a vida de muitos. Dá-nos uma nova visão Pai, a Tua visão. E que verdadeiramente, as atitudes do nosso coração sejam agradáveis a Ti!

Caro leitor, não endureça o coração, volte-se para Cristo, para Deus você não é desprezível, Ele te ama, Jesus deu Sua vida por você. Não O ignore. Há esperança e ela se resume em Jesus!

6 de jun de 2010

Amanheceu!


Portas fechadas
Irão se abrir
Eu sei.
Podem até me perguntar
Por que tenho tanta certeza
Por que sou tão confiante?

Lágrimas a correr
Irão secar.
Podem até me perguntar
Por que sei
Por que tenho tanta alegria?

Um dia a dor
Vai cessar.
E você cético irá me perguntar:
Por que sou tão otimista,
Por que não duvidar?

E a resposta será:

Tenho certeza, sou confiante,
Tenho alegria, sou otimista
Porque quem fez cada uma dessas promessas
Não mente como você e eu,
Não volta atrás como covarde ou inconstante,
Não teme, não é indiferente.

E acima de tudo é fiel.
O que prometeu cumprirá
Mesmo com o tempo a passar.
O seu tempo não é como o nosso
Mas é sobremodo excelente!

E quando tudo o que for dito realizar,
Então saberei:
Que valeu esperar
O tempo passar,
A lágrima correr,
A noite chegar e findar,
Pois enfim,
O dia chega
E o Sol da Justiça
Volta a brilhar!

(Autoria: Gerlane Oliveira, cedo da manhã de 06/06/10)

19 de mai de 2010

De Volta ao Lar!


Abro os olhos, o que acontece? O que me vem à mente? Irritação, tristeza, desolação. Certeza de que tudo deveria ser diferente, inclusive eu. Seria mais fácil fechar os olhos e voltar a dormir, um sono profundo, um sono eterno, mergulhar na eternidade e voltar ao lar!

Não, não se enganem, este não é o relato de alguém depressivo, aborrecido ou suicida. É apenas o relato de mais uma entre tantas pessoas, que reconhecem que os dias são maus, que reconhecem que não são deste mundo, apesar de viverem aqui.

É como em uma longa viagem, onde você pode até mesmo ficar eufórico com a paisagem, as novidades, conhecer pessoas diferentes, especiais. Porém, com o passar do tempo, seu pensamento vagueia em direção à sua casa, sua família, o ambiente tão conhecido e acolhedor. E quando retorna, há grande alegria, e aquela sensação tão familiar, toma conta do seu ser,o sentimento de que não existe lugar algum do mundo, por mais luxuoso, grandiloquente e atraente que seja melhor do que sua casa, não há outra cama mais macia e confortável do que a sua, nem alimento mais saboroso do que aquele feito com todo carinho por sua mãe ou esposa. Nada se compara ao seu lar!

É isso que tem tomado conta do meu coração ultimamente. Um anseio por retornar ao lar! A esta altura, você pode estar pensando que sou no mínimo maluca, quem sabe uma extraterrestre querendo voltar para o espaço, pode até parecer engraçado, mas não é isso.

"Onde sou livre do passado
Onde eu posso ser quem sou,
Onde a Tua sombra me guardará.

Onde o inimigo não pode me alcançar

Onde as riquezas não podem me tocar,
Onde os aplausos não me exaltarão.

Onde Tua presença estiver Senhor,

Eu quero ir."


Aí sei que é onde devo estar. Este é o meu lar, e a minha alma o sabe muito bem. O lugar onde posso mergulhar nas profundezas da Tua sabedoria e do Teu amor, Senhor. Onde as lágrimas da minha face serão enxugadas por Tuas mãos, onde a luta com o impostor que há em mim e com o pecado cessarão. Em Tuas asas, chegarei ao lugar onde não posso ir sozinha, e nos lugares mais altos contemplarei o Teu rosto e a Tua misericórdia.

Em meu verdadeiro lar, em Tua presença , dobrarei meus joelhos e Te adorarei com perfeição. Serei envolvida pelo som de Tua voz e ouvirei o meu nome em alto e claro som.

E enquanto estou no caminho, ajuda-me a cumprir Tua vontade, a ser exemplo para os que me cercam, a ter mãos limpas e coração puro. Ensina-me a chorar com os que choram e a alegrar-me com os que se alegram. Faz-me sensível aos sussurros do Teu Espírito Santo e habilita os meus olhos para Te ver em todos os lugares e atuando em tudo ao meu redor.

Auxilia-me a honrar-Te com minha vida! Estou no caminho Deus, ajuda-me a chegar e a ouvir os sons de júbilo e que como Paulo eu possa dizer:

"Lutei o bom combate, completei a carreira, guardei a fé."(2 Timóteo 4.7)


É tudo o que anseio!



12 de mai de 2010

"O Elefante na Sala"


É provável que já tenham ouvido a expressão: "O elefante na sala". Significa que existe um assunto sobre o qual todos têm conhecimento e claro, desejam falar a respeito, mas ninguém tem coragem de abordar o fato. Então fingimos não ter nada pra dizer e o constrangimento vai tomando conta do ambiente.

Principalmente, nos nossos dias, são raras as pessoas que confrontam a si mesmas e buscam trazer à tona o seu pecado e solucioná-lo. Este é um assunto que bem pode ser considerado como o "elefante na sala". É mais cômodo, fingir que nada aconteceu, disfarçar que está tudo bem, e esconder a mancha até onde for possível. Não é um assunto muito fácil de ser enfrentado, até porque mexe com o ego, com o problema de manter as aparências, entre tantas outras coisas.

A questão aqui é esconder a mancha. Pense bem, quando estamos lavando roupa, ao encontrarmos uma mancha, se não a tratarmos como devemos, ela permanecerá lá, e será mais difícil de removê-la com o passar do tempo, por isso, é necessário gastar tempo esfregando o local sujo, usando produtos que auxiliem em sua remoção.

Com o pecado é exatamente igual. À medida que o escondemos, usando a maquiagem do bom-senso e das aparências, a situação só piora. A culpa só aumenta, a separação entre nós e Deus se intensifica, porque é sabido que as nossas iniquidades fazem separação entre nós e o Senhor. (Isaías 59.2), e nos sentimos cada vez mais indignos de permanecer em Sua presença.

Davi foi um homem atormentado por seu pecado até o momento em que decidiu manifestar sua culpa diante de Deus e pedir perdão. Ele chega a dizer: "enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia." (Salmos 32.3) Pecar dói, corrompe, não só porque sabemos que é errado, que é abominação aos olhos de Deus, mas porque nos desvia do alvo - Cristo - e é exatamente este o conceito da palavra pecado - errar , desviar do alvo.

Dói porque envergonhamos o nome de Cristo, porque nos rebaixa, ainda que por um breve espaço de tempo sintamos prazer em pecar. Evidentemente, muitas vezes caímos depois de resistirmos bravamente, de orarmos e vigiarmos; entretanto, é certo que em muitos momentos, erramos sem nenhum esforço para resistir, pecamos de forma deliberada, seja nos prostituindo, vendo pornografia na internet, abrindo nossos lábios para derramar o líquido de destruição ao proferirmos palavras torpes e tolas, ou simplesmente pecando por omissão. Se fosse citar os muitos pecados nos quais podemos nos revolver, ficaria aqui dias e dias, e na verdade, não faz sentido, este não é meu objetivo com este post.

É verdade também que lutamos uma batalha descomunal, pois aliada a tantos inimigos como o diabo e as coisas oferecidas pelo mundo, temos dentro de nós um inimigo maior, nossa natureza humana, com seus desejos e vontades, que em tudo são contrários à nova vida que nos empenhamos em viver para honra do nome do Senhor. É inútil qualquer esforço para nos isolarmos dela, afinal, onde estivermos ela também estará.

Não é bom cair, não queremos cair e acima de tudo, não devemos cair. Mas se isto ocorrer, não fique prostrado debaixo da culpa, da vergonha e do cheiro de morte do seu pecado. Levante-se, e busque deliberadamente o único que pode remover sua mancha - Jesus. Quer você tenha resistido muito antes de cair ou quer tenha buscado isso, vá até Ele, quebrante-se em Sua presença, seja sincero e diga como se sente diante de suas falhas, se você gosta do que fez, mas quer parar, porém não consegue, tenha coragem e diga isso a Ele também. Confesse e clame por Seu perdão. A palavra de Deus nos diz que há festa no céu quando um pecador se arrepende !

O Senhor perdoa a todo aquele que verdadeiramente se arrepende e vai até Ele. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1.9)

Após confessar o seu erro, permaneça firme na convicção de que Deus o perdoou. Não continue prostrado, mas ande em liberdade, sabendo que o Senhor o habilita a continuar avançando em Sua presença. Não tente recordar-se de erros que o Senhor já lançou nas profundezas do oceano, são águas proibidas, portanto, não tente mergulhar nelas!

Não jogue o jogo de Satanás, fique fora de situações em que possa ser tentado. Ande na presença do Senhor Deus e esteja alerta em todo o tempo.

Suas falhas não o definem. O que o define são suas atitudes diante das falhas e diante de Deus, fazendo o impostor que há em seu ser se curvar diante do Senhor que habita em você!


21 de abr de 2010

Que Herança Iremos Deixar?


É incrível observarmos a realidade que nos cerca e constatarmos, nos nossos dias, o grande impacto das atitudes e realizações que promovemos. Não é necessário voltarmos muito tempo atrás, basta alguns anos para entendermos que há uma disparidade gritante entre o legado deixado por nossos pais e aquele que estamos construindo para nossos filhos.

A herança que recebemos trata de questões bastante simples, mas não menos importantes, tais como o respeito pelos mais velhos, a busca de coisas mais elevadas, a preocupação em preservar o meio ambiente e um maior impulso de cuidar mais daquilo que norteia nossa vida interior em detrimento das aparências. O oposto, portanto, de tudo o que vivemos até agora.

Então ficam aqui alguns questionamentos bastante pertinentes:

Pais, qual é a herança que deixarão para seus filhos e futuros netos? Será a de uma rigidez sem tamanho, um silêncio doentio diante das atitudes que suas crianças e adolescentes têm demonstrado, a falta de determinação e amor necessários para confrontá-los com a verdade diante de seus erros e coragem ainda maior de corrigí-los?

Serão ditas as palavras de elogio e apoio, para encorajá-los a seguir o caminho reto, justo e bom? Que exemplos têm dado a eles? Alguém, aliás, escreveu com muita propriedade, que a palavra tem o poder de convencer, mas nada substitui o exemplo, pois este arrasta.

Filhos, qual a visão de mundo que tem abarcado suas mentes? Porventura, não estão cansados da inversão de valores, do desrespeito mórbido com que tratam os mais velhos, com a falta de temor diante de Deus, uma visão distorcida que apenas valoriza o exterior, mas despreza o que realmente importa?

Talvez seja mais fácil engolir a porcaria que a televisão nos empurra, pensar do mesmo modo que todo mundo, esquecendo que é muito melhor ser autêntico do que viver como um monte de ovelhas desgarradas, que imitando umas às outras, pulam no abismo.

Igreja, qual tem sido o nosso papel desempenhado nesta terra? Onde estão os inconformados com este mundo corrupto? Para onde foram aqueles que reconhecem que o que está em risco, não é seu próprio nome, seu bem-estar, sua prosperidade, mas sim vidas?

Quando será que iremos parar e enxergar que o fundamental não é discutir qual a melhor denominação, que roupa é a correta, se saia ou calça, mas sim pregar o verdadeiro evangelho - não o evangelho do homem para o homem - mas o evangelho de Deus, as boas-novas de Deus para os homens? Quanto tempo ainda resta para que deixemos de viver sob máscaras e nos livremos de uma vez por todas de nosso legalismo e farisaísmo insano?

Que herança estamos deixando? Por mais complexa que possa ser nossa situação, ainda há tempo para mudá-la. Glória a Deus por isso! É Sua maravilhosa graça que nos concede esta perspectiva. O legado que deixaremos pode ser de tragédia, desespero e morte. Ou pode ser também de paz, esperança e vida. Isso vai depender do que fizermos aqui, das decisões que viermos a tomar.

Pais, que vossa herança para seus filhos e netos, seja: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Provérbios 22.6)

Filhos, que a vossa possa ser: "Guarde puro o seu caminho, observando-o segundo a palavra do Senhor." (Salmos 119.9)

"Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer." (Eclesiastes 12.1)

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá." (Êxodo 20.12)

Igreja, que nossos olhos sejam abertos, nossos corações se voltem para o Deus Altíssimo, de forma que venhamos ser sal da terra e luz do mundo, e que "assim brilhe também a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus." (Mateus 5.16)

Que nosso exemplo hoje seja, como nas palavras de Joseph Bayly, lembrar na escuridão, do que aprendemos na luz.

Deus nos abençoe!

6 de abr de 2010

Nani e a Bíblia.


Nestas minhas constantes mudanças, morei um tempo em uma cidade do interior baiano chamada Baixa Grande. Ali encontrei pessoas muito especiais, amigos inesquecíveis! Lembro-me perfeitamente das noites de sexta-feira, quando me encontrava na praça, próxima à minha casa, participando dos cultos evangelísticos, a mesma turma de jovens, ambiente descontraído,onde com toda alegria, partilhávamos da palavra de vida e adorávamos a Deus.

Foi em um desses cultos, que vi o Nani, e é sobre ele que falarei um pouco neste post. A primeira vez que o vi, estava na rodoviária esperando o ônibus para Itaberaba. Não prestei muita atenção no que ele disse,mas recordo que bateu com um livro na minha cabeça. Achei um pouco estranho, mas como estava preocupada com a demora do carro, não fiquei pensando muito sobre isso. Só muito depois é que soube quem realmente ele era e a razão do seu comportamento.

Ananias Lima Brito, o Nani, de sessenta e oito anos de idade, é natural de Baixa Grande, e até os trinta e sete, levava uma vida comum. Era um grande fazendeiro e comerciante de posses. Nesta época de sua vida, ele recebeu o chamado de Deus para levar a Sua palavra a todas as partes do mundo. Ele levou o chamado a sério, de forma que deixou tudo - a fazenda, o comércio, a família - pôs -se na estrada e começou a pregar em todo o Brasil.

É possível que você já o tenha visto, afinal, Nani conheceu todos os estados brasileiros e visitou mais de mil municípios. E a sua mensagem é simples - bate a Bíblia na cabeça das pessoas e diz: Leia a Bíblia! A primeira viagem que fez foi para Belém do Pará, e a partir de então, não parou mais de viajar e de falar do Evangelho.

Em suas viagens, chegou a conhecer dois presidentes da república: José Sarney e Collor. A única coisa que dispõe nas viagens é sua Bíblia e não leva nenhum dinheiro. Nessas peregrinações, Nani sempre conta com a ajuda das pessoas que o auxiliam com a comida e o lugar para dormir, chegando muitas vezes a dormir nas delegacias, pois além de um lugar para descansar, ele permanecia seguro.

Apesar de tudo isso, ele também encontrou muitas pessoas que não o entenderam, chegando a ridicularizá-lo e até mesmo agredí-lo. Segundo o próprio Nani: "Em muitos lugares fui chamado de maluco, de pirado, em outros lugares, fui até agredido por levar a palavra de Deus." Nani também conta que uma vez, quando estava em um povoado chamado Paraguaçu, alguém incomodado com sua pregação, disparou um tiro contra ele. Mas a bala não atravessou a Bíblia. Já enfrentou até cães perigosos, que investindo contra ele, ficaram imóveis diante da repreensão no nome de Jesus.

Por estas e muitas outras razões, Nani não cansa de pregar: "A palavra de Deus salva, já me salvou." A Bíblia realmente tem o poder de transformar vidas, pois através dela, conhecemos os planos do Senhor para nós, o plano de salvação, e por meio dela, o próprio Deus nos é revelado. Longe de ser um livro maçante, cheio de regras e complicado, ela é a palavra viva e eficaz, que restaura corações e capacita o homem a viver segundo a vontade de Deus! Por isso, faço coro com Nani:

Leia a Bíblia!

Deus os abençoe!

4 de mar de 2010

Amor ao Próximo - O Novo Mandamento!



"Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e o primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22.37-40)

Conhecemos muito bem o valor de uma dívida, seja ela qual for, sabemos da urgência em saná-la, de mantermos nossos nomes intactos, a conduta de pessoas honestas, que honram seus compromissos e não dependem de outros absolutamente para nada. Afinal, como muitos dizem por aí, não devemos nada para ninguém, certo? Errado. Vejamos por que.

Esta é a doutrina pregada dia após dia por um mundo individualista, egocêntrico, que visa somente ao lucro e ao acúmulo de riquezas, esquecendo-se de algo muito mais importante e valioso do que todo o dinheiro que possamos abarcar. E sabe a razão da sentença "não devo nada pra ninguém" ser uma grande mentira? A razão é que estamos endividados e a cada instante esta dívida cresce mais, porque temos negligenciado o grande mandamento de Deus para nós: amar a Deus sobre todas as coisas e amar não somente a nós mesmos, mas também ao nosso próximo, da mesma forma que nos amamos!

A questão que nos levantamos é: "se estou bem, se tenho recursos, não estou só, pra que me preocupar com os outros?" E então tentamos nos retratar com a próxima questão: "o que posso fazer? Não posso resolver os problemas de todos, não tenho culpa, não sou Deus!"

"Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" (1 João 3.17) E não é isso o que fazemos? Pessoas morrem diariamente por falta das coisas mais básicas, enquanto diante de nossas mesas fartas, reclamamos. Vidas amargam solidão e desespero, e nos omitimos, não liberamos palavras de consolo, paz e perdão, não falamos do amor de Deus, enquanto muitos têm morrido em situações deploráveis, e diante do Juiz Supremo, quem as defenderá? Sequer ouviram sobre Cristo! E a responsabilidade de quem é?

Perdemos a essência do amor! É muito fácil amar aqueles que não nos causam problemas, que possuem as mesmas condições financeira e intelectuais que possuímos, os de bela aparência, que não apresentam nenhuma deficiência, seja ela física ou psicológica. É igualmente fácil admitir que o Espírito Santo habita em mim e naqueles que são exemplos para nós na igreja.

O que muda então em relação ao irmão não tão agradável assim, àqueles que caíram em pecado, ou aos necessitados, cujas vidas estão presas pelo pecado e pela dependência de vícios? A diferença é que se admitíssemos que o Espírito de Deus habita também no irmão que caiu, se reconhecêssemos que os necessitados são também dependentes de nossa ajuda e do amor de Deus, então, é certo que nossas atitudes para com eles mudariam, porque entenderíamos que também fomos resgatados, que somos amados, reconheceríamos que quando o Pai olha para nós, Ele não vê nossos pecados, nossas falhas, antes vê seu filho Jesus Cristo!

Aprenderíamos que amar o próximo consiste em admitir que ele também é criação divina, alguém por quem Cristo morreu e alvo do amor do Pai! Nossos atos falam mais alto do que meras palavras!

"A ninguém fiqueis devendo cousa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Romanos 13.8-10)

Pensemos nisso seriamente!

Que o Senhor nos abençoe, restaurando nosso conceito de amor a Ele e ao nosso próximo, e que venha nos revestir da mesma essência do Seu amor, que é sempre imutável, puro e infindável!

3 de fev de 2010

Que Amor é Esse?

Obstinado amor de Deus:
Profundo, imenso
Sensível, mas forte
Que aceita e perdoa
Que não tem fim, mas perdura
Que transforma e molda
O coração do homem.
Obstinado amor de Deus

Que amor é esse?
Amor demonstrado, capturado
Por um simples olhar
Por um leve toque
Por um abraço forte
De um Pai atento e singular

Que amor é esse?
Que me liberta e fortalece
Que vai ao meu encontro
Que tira o pranto
Ecoa o canto
De liberdade e paz?

Amor desmedido,
Sangue vertido
Por nós na cruz.

Este é o amor de Deus,
Não há como expressar, em vão procurar
Amor tão grande assim,
Como o obstinado amor de Deus
Por mim.


Interessante como este curto poema surgiu, estava refletindo sobre algo que um amigo do Conversa Decente Cristã escreveu, e de forma simples, ele surgiu. Simples, porque Deus é simples, e não importa o quanto busquemos expressar Seu amor por nós, é incrível como o Senhor fala e nos toca nas mais pequenas coisas, nos mínimos detalhes da vida.

Nota: Obrigada Anderson, suas palavras geraram contemplação e a inspiração do doce Espírito de Deus fluiu de modo surpreendente!

Deus o abençoe caro leitor, e que o obstinado e puro amor de Deus alcance sua vida!

P.S: O poema virou música, qualquer dia desses irei compartilhá-la com vocês. A Deus seja toda a glória!

12 de jan de 2010

Encontro-me em Ti!

Palavras me faltam, na verdade, elas seriam vagas, supérfluas, inúteis, para expressar o que sinto neste momento. Uma e vinte da manhã... As palavras transbordam dentro de mim, e o pensamento vai longe em busca de encontrar... Mas encontrar o quê?

Um meio de expressar o que minha alma perscruta, traduzir o que meus ouvidos escutam. Como decifrar, como explicar este grandioso amor? Enquanto o som tão nítido e tocante desta melodia toma conta de mim, abro o coração para Tuas palavras e minha mente reflete. Não, por mais que eu teime em voltar-me para o modo tão peculiar, tão característico, o modo "Gerlane" de escrever, não consigo... Quero ir mais além, quero deixar o Espírito falar comigo nesta noite.

Enquanto ouço esta música inspirada Deus, quero sentir Teu toque, desejo e preciso voltar-me em Tua direção, porque não importa o que eu escreva, por mais impactante que seja, o que eu venha a ouvir, dizer, dedilhar no teclado ou no violão uma das mais lindas e harmoniosas canções de amor a Ti, o que venha ver, por mais que me deixe deslumbrada, contemplativa e sem palavras, nada há que se compare à Tua inefável presença!

"E para onde irei eu, se só tu tens as palavras de vida eterna?"(João 6.68) Sei que só em Ti me encontro , apenas ao Teu lado posso descansar. Somente em Ti encontro o verdadeiro propósito do existir. Sabe Deus, é maravilhoso andar contigo...

No momento, lágrimas rolam pelo meu rosto, é difícil escrever, os meus dedos tremem; só Tu Senhor podes tirar-me o fardo que carrego, e que por muitas vezes, eu mesma tenho me infligido; e quando angústias e dúvidas sufocam meu coração , quando minha vida se torna um deserto, onde nada floresce, há a certeza em mim de que as lágrimas vertidas, que um dia o Senhor enxugará, se encarregarão de regar a terra árida e seca, até que se torne um manancial.

Enquanto espero esse dia, Pai, leva-me ao lugar onde posso Te contemplar, pois tudo o que necessito, tudo o que desejo é Te adorar! Quero ser mais do que tenho sido em Tua presença, pois um dia fui encontrada por Teu amor, e em Ti encontrei a mim mesma, Tua semelhança, antes danificada, rebaixada pela culpa do pecado, mas hoje restaurada, e que depende unicamente de Ti para existir, porque não tenho dúvidas Pai, só existe vida em Ti!


1 de jan de 2010

2010 - Ano Aceitável do Senhor!

Um novo ano é apenas mais uma demonstração do cuidado e do imenso amor de Deus por nós! Não importa o que ocorreu em 2009, o quanto as circunstâncias tenham ferido nossos pés ou cegado nossa visão, porque apesar das marcas permanecerem, aprendemos com elas, e temos à nossa frente uma nova perspectiva- a perspectiva de Deus.

Em meio ao ribombar dos fogos de artifício e do barulho de festas tão peculiares ao último mês do ano que se finda, algo de muito importante nos é oferecido: Oportunidade!

Diante dos votos de saúde e realizações, caro leitor, o meu desejo é que todas as suas escolhas neste ano possam conduzí-lo a um encontro genuíno com o Autor da Vida, que não apenas desfrute de um novo ano, mas sim de uma nova vida, a qual foi planejada por Ele, e que sem dúvida, é infinitamente melhor do que tudo que se possa imaginar!

2010 - Que este seja um ano de gratidão. Gratidão por tudo o que o Senhor tem feito a nosso favor e através de nós, por que até aqui Ele tem nos ajudado - Ebenézer (1 Samuel 7.12), por que temos mais uma chance para andarmos com Cristo, por que mesmo que não necessite de nós, de nenhuma ajuda, ainda sim, decidiu contar conosco , como instrumentos valiosos em Suas mãos, porque não importam quais sejam nossas limitações ou falhas, nada há que possa diminuir o Seu amor por nós!

" O amanhã se torna mal vivido, se a minha e a sua decisão não for a melhor hoje." Fico imaginando o que se passava na mente do autor desta frase tão verdadeira, seja o que for , ela nos traz aplicações práticas pra vida. Então, diante disto, que nossa decisão possa ser:

25 horas por dia
32 dias por mês
13 meses no ano

Para engrandecer Teu nome Pai

Para buscar Tua face

Para crescer em santidade

Para fazer Tua vontade
Confiar
Levantar
Transpor muralhas

Derrubar gigantes
Para esperar e descansar em Ti
Para Te encontrar
Para Te ouvir
Para crer em Tuas promessas
Promessas que não falham
E que são pra toda vida!

2010
- Ano em que veremos o agir do Senhor!


Deus te abençoe!